Archives for Gerenciamento de dados

FIESP - Mapgraph

WORKSHOP INTERNACIONAL – Gestão de dados de monitoramento para melhor controle ambiental em empreendimentos

Paulo Skaf, Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), convida para o

WORKSHOP INTERNACIONAL
GESTÃO DE DADOS DE MONITORAMENTO PARA MELHOR CONTROLE AMBIENTAL EM EMPREENDIMENTOS

Serão discutidos a atual forma de coleta e o tratamento de dados ambientais, levando em conta as visões dos atores envolvidos: Ibama, Cetesb, Fiesp e consultorias nacionais. Também serão abordadas as melhores práticas no setor, com a experiência da Noruega, a fim de melhorar a eficácia do processo e evitar gastos desnecessários. Participe!

27 de abril de 2017
Das 9h00 às 12h30

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Fitorremediação na Extração de Plumas de Boro e Manganês em Site Localizado no Entorno do Porto de Santos

A Ambconsult iniciou em setembro de 2009 a execução de Projeto de Fitorremediação em um site localizado em Santos/SP. O objetivo foi manter as plumas de boro e manganês, delimitadas na Investigação Ambiental Detalhada com teores acima do CONAMA 396/08, dentro dos limites do site, assim como diminuir as concentrações na água subterrânea. Como são compostos de baixa toxicidade e com uma possível origem na geoquímica local, optou-se por implantar uma barreira passiva de vegetação.

A escolha das espécies para compor a barreira dependeu da origem (preferencialmente nativa), do tipo de solo (argiloso), profundidade do nível d’água (área alagadiça), salinidade da água (salobra) entre outros parâmetros característicos de regiões de mangues, já que nem todas as espécies estão fisiologicamente e ecologicamente adaptadas a viver nestas condições. Como não foram encontradas na literatura informações sobre a capacidade de extração de boro e manganês ou afinidade por estes compostos pelas espécies pré-selecionadas, o fator final para a escolha de cada uma foi a disponibilidade no mercado. Desta forma, o desempenho das espécies em extrair estes metais foi medido posteriormente por meio da análise laboratorial de suas concentrações na biomassa (folhas) de indivíduos situados em duas áreas distintas: área de fitorremediação (com influência das plumas) e área controle (sem influência das plumas).

A avaliação das concentrações na água subterrânea foi determinada por meio da análise laboratorial de amostras de água coletadas (metodologia de baixa vazão) em poços de monitoramento construídos estrategicamente (área de fitorremediação e área controle). Sendo assim, a eficiência da fitorremediação foi medida por meio da análise conjunta das concentrações de boro e manganês na biomassa e na água subterrânea ao longo de três campanhas anuais de monitoramento (2010, 2011 e 2012).

Os resultados obtidos nestas campanhas permitem inferir que: (a) houve uma tendência de diminuição das concentrações de boro e manganês na água subterrânea, indicando que a barreira de vegetação foi eficiente; (b) houve uma tendência de diminuição das concentrações de boro nos tecidos vegetais, tanto na área de fitorremediação quanto na área controle; e (c) houve uma tendência de aumento das concentrações de manganês nos tecidos vegetais, tanto na área de fitorremediação quanto na área controle.

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