Archives for Palestras e discussão

FIESP - Mapgraph

WORKSHOP INTERNACIONAL – Gestão de dados de monitoramento para melhor controle ambiental em empreendimentos

Paulo Skaf, Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), convida para o

WORKSHOP INTERNACIONAL
GESTÃO DE DADOS DE MONITORAMENTO PARA MELHOR CONTROLE AMBIENTAL EM EMPREENDIMENTOS

Serão discutidos a atual forma de coleta e o tratamento de dados ambientais, levando em conta as visões dos atores envolvidos: Ibama, Cetesb, Fiesp e consultorias nacionais. Também serão abordadas as melhores práticas no setor, com a experiência da Noruega, a fim de melhorar a eficácia do processo e evitar gastos desnecessários. Participe!

27 de abril de 2017
Das 9h00 às 12h30

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Bacia do rio Doce

Mariana – O que vem sendo feito para remediar os danos

Em 22/11/2016 aconteceu a reunião do COSEMA – Conselho Superior de Meio Ambiente da FIESP com a presença de nosso diretor Cyro Bernardes Junior onde o tema foi Desastre de Mariana – As causas do acidente e as medidas adotadas para a recuperação ambiental da área”.

A palestra contou com três visões, dadas por diferentes apresentadores: pela SAMARCO Alexandre de Andrade Souto, Gerente Geral de Estratégia, Gestão e Informação da empresa, por uma ONG José Claudio Junqueira Ribeiro, Conselheiro da Associação Mineira de Defesa do Ambiente – AMDA e por um membro do Comitê de Bacia do Rio Doce, Eduardo Figueiredo – Diretor Presidente do Instituto BioAtlântica. Foi muito interessante a apresentação da questão com estes enfoques diferentes. Alexandre da SAMARCO falou das medidas de remediação que vem sendo implantadas.

A gestão do processo é bem inovadora. Foi formada uma Fundação de direito privado, a RENOVA com um capital para investimentos de 4,9 bilhões até 2021 da SAMARCO e acionistas. É formada por uma diretoria executiva e conta com um conselho de curadores e um conselho consultivo formado por representantes de governos, órgãos ambientais e entidades da sociedade civil.

Tem também um Comitê Inter federativo composto por representantes dos Ministério de Meio Ambiente, dos estados de Minas Gerais e Espirito Santo, do Comitê de Bacia e da defensoria pública além de técnicos independentes.

A função deste conselho é avaliar as ações realizadas pela Fundação. Em março de 2016 foi assinado entre a SAMARCO e acionistas, e os governos estaduais e federal um Termo de Transação de Ajustamento de Conduta TTAC com 41 programas, onde serão gastos o valor citado. Estas ações vão desde ações de suporte aos atingidos até recuperação da vegetação e qualidade das águas. As principais medias são:

post-amb-281116Meio Fixico

Construção de diques ao longo do córrego Santarém
 Remoção de rejeitos

 

Meio Biótico

 Recuperação da Biodiversidade
 Recomposição das margens

 

Meio Sócio Econômico

Reassentamento dos Atingidos com fornecimento de cartão/família.
Escolha do local para Nova Bento Rodrigues
Assinatura de Termo de Acordo com a União e estados de MG e ES
Criação da Fundação Renova/ Contratos para prestação Serviços
Cadastro dos Atingidos para acordo extrajudicial

 

Foi interessante a palestra de Eduardo Figueiredo que mostrou uma Bacia do Rio Doce já degradada antes do acidente, principalmente pelo mau uso do solo agrícola, e que via neste acidente uma oportunidade de se melhorar a Bacia como um todo se fossem envolvidos os agricultores.

O foco seria melhorarem suas práticas e com isto recuperar a produtividade agrícola. Nesta questão José Claudio, pontuou sobre a necessidade de se melhorar o envolvimento do público, principalmente dar voz aos atingidos diretamente.

Foi um debate muito produtivo, e importante pois mostrou que ações estão sendo empreendidas para a recuperação da Bacia do Rio Doce.

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Palestra Selur

Palestra sobre consórcios públicos e parcerias público privadas para melhorar a gestão de resíduos, principalmente eliminar lixões

Hoje durante a manhã nosso diretor Eng. Cyro Bernardes Jr em parceria com a advogada Dra. Mariana Araujo fizeram uma apresentação no SELUR e SELURB, Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo e SELURB – Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana do Brasil sobre LEI FORTALECE OS CONSÓRCIOS INTERMUNICIPAIS: A UTILIZAÇÃO DAS PPP’S PARA CONTRATOS DE LIMPEZA URBANA- ASPECTOS TÉCNICOS, ECONÔMICOS E JURÍDICOS. Na palestra foi mostrado como a legislação de Consórcios Públicos pode se articular com a forma de contratação via Parceiras Público Privadas.

Se procurou reforçar o conceito muito inovador de que pela Lei, Consórcios Públicos são Personalidades Jurídicas que podem conceder serviços de limpeza e destinação de resíduos sólidos urbanos, desde que autorizados através de contrato de programa pelos municípios consorciados. Foi ressaltado também a importância de se assegurar que sejam seguidos todos os passos legais para a formação do consórcio, como forma de dar segurança jurídica a contratação de Parcerias Público Privadas.

Foi comentado que contratos de PPP na área de limpeza pública são a segunda forma em número de contratos de PPPs atualmente. Sendo que tem grande possibilidade de continuar crescendo. Um ponto importante ressaltado pelo Dar Cyro Bernardes Jr foi que a diminuição dos lixões, hoje ainda existem cerca de 1297 lixões (dados de 2014) é a conjugação dos consórcios intermunicipais, o que dá escala e a contratação de serviços via Parceria Público Privada que dá qualidade e certeza de eliminação desta forma de destinação inadequada. Atualmente existem no mínimo 166 consórcios intermunicipais que abrigam 45.000.000 de pessoas, representando assim um importante mercado.

Por outro lado são leis bastante novas, portanto ainda não totalmente entendidas tanto pelo Poder Público, como pela própria inciativa privada, ainda muito marcados pelos conceitos do contrato administrativo (Lei 8666), e não pelo espírito da Parceria Público Privada. Ao final ficou claro que este mercado existe mas para ser desenvolvido exigirá muito trabalho.

Aqui você encontra a apresentação em PDF da palestra
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limpeza pública

PALESTRA – LEI FORTALECE OS CONSÓRCIOS INTERMUNICIPAIS

A UTILIZAÇÃO DAS PPP’S PARA CONTRATOS DE LIMPEZA URBANA

Cyro Bernardes Jr, Diretor da AMBCONSULT estará em conjunto com a Dra. Mariana Araújo proferindo palestra no SELUR – Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana do Estado De São Paulo sobre as vantagens e dificuldades para se implantar um processo de Parceria Público Privada de Limpeza Pública em Consórcios Intermunicipais, como uma forma de se acabar com os lixões e melhoria dos serviços públicos nessa área.

VAGAS LIMITADAS – CONFIRMAR PRESENÇA até 17/06/2016  SEXTA-FEIRA

EMAIL:  eventos@selur.com.br

Quando: 

23 DE JUNHO – quinta-feira  – Início às 09:00 horas

Onde

Auditório – SELUR  –  Av. Paulista, 807 cj 1418/1423 (estacionamento gratuito –Alameda Santos 814 – Massis)

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coleta-amostra-residuos-solidos

Proposta da CETESB para gestão de áreas contaminadas em S.P.

Reunião COSEMA – 08/12/15

No dia 08/12 o Conselho Superior de Meio Ambiente teve a apresentação do Dr. Elton Gloeden, Gerente do Departamento de Áreas Contaminadas da CETESB para apresentar e discutir os principais pontos da Decisão de Diretoria que será publicada no começo de 2016 revisando a DD 107 de 2007. Esta revisão foi feita em função do decreto 59263 de 2013 que regulamenta a Lei 13577 de áreas contaminadas no Estado.

O nosso diretor Dr. Cyro Bernardes Jr estava presente e preparou o resumo abaixo, tentando ser o mais fidedigno possível ao apresentado.

Em 2014 haviam cerca de 5000 áreas contaminadas no Estado, destas 4500 eram postos de combustíveis. Esta predominância se deve à publicação da Resolução CONAMA 273 de 2001 que levou a todo um trabalho de avaliação de passivos em postos. Hoje 30% das 4500 áreas contaminadas estão remediados. No Estado há cerca de 140.000 indústrias enquanto que somente 9000 postos, desta forma há uma necessidade de que se faça um trabalho focado nestas fontes, como o decreto exige.

A Decisão de Diretoria, ainda está em final de discussão interna, mas o Geol. Elton destacou os seguintes pontos, que podem ser alterados na edição final:

  1. Alguns tipos de atividades como aterros sanitários, empresas que manipulem chumbo ou solventes clorados serão chamadas pela CETESB para iniciarem um programa de monitoramento de qualidade das águas subterrâneas, independentemente de terem passivo identificado ou não;
  2. A CETESB com base no SILIS identificará as empresas acima e solicitará que façam Avaliação Preliminar e Confirmatória;
  3. A CETESB identificará fontes que possam ser consideradas com Áreas Potenciais (AP), definirá dentre destas as prioritárias e solicitará destas que façam Investigação Preliminar e Confirmatória;
  4. Especialmente em áreas com grande potencial de mudança de uso de solo, os empreendimentos existentes no local serão chamados a realizar Avaliações Preliminar e Confirmatória;
  5. Na Decisão de Diretoria serão detalhadas como devem ser apresentadas a Avaliações Preliminar e Confirmatórias. Um ponto importante é que o produto da Avaliação Preliminar será o Plano de Investigação Confirmatória;
  6. O Fundo FEPRAC não tem recurso algum, embora o seu Conselho já tenha sido definido, por esta razão sairá nesta DD as regras para utilização dos recursos que vierem a ser ali depositados;
  7. Na DD será indicado como deve ser o formato da Investigação Detalhada;
  8. Também será feita uma melhor conceituação do que é Avaliação de Risco;
  9. Nos Planos de Intervenção serão aceitos dois tipos distintos de objetivos. Um deles denominado de Objetivo Final – será para as áreas onde é possível se devolver a qualidade natural do solo e da água subterrânea. O outro tipo foi denominado de Objetivo Fundamental: onde a qualidade deverá ser aquela adequada ao uso pretendido. Neste caso a área será denominada Área Reabilitada para o Uso;
  10. A CETESB classifica as ações remediativas em quatro grupos:
    i. TRATAMENTO: neste caso há remoção de massa de contaminantes utilizando técnicas de remediação;
    ii. CONTENÇÃO: as plumas são contidas e limitadas no entorno da fonte, por exemplo por barreiras hidráulicas;
    iii. ENGENHARIA: são realizadas obras que não removem a contaminação mas impedem que o processo de liberação de poluentes continue, o exemplo mais comum é a impermeabilização superior do resíduo;
    CONTROLE INSTITUCIONAL: são medidas onde se limita o acesso de pessoas a contaminação, por exemplo proibição de perfurar poços em lençol freático;
  11. Os Planos de Intervenção não deverão ser mais meramente indicativos da tecnologia, mas deverão conter um anteprojeto e em alguns casos até o Projeto Executivo das medidas a serem implantadas;
  12. O responsável legal deverá informar sobre a implantação do Plano e de sua eficiência e eficácia. A DD irá indicar os formatos para isto;
  13. Será melhor exemplificado o Monitoramento de Encerramento;
  14. Desativação/Encerramento de atividades – o Plano deverá conter detalhes sobre o destino a ser dado aos materiais de demolição, aos equipamentos e outros resíduos existentes no local;
  15. A CETESB poderá por solicitação do empreendedor elaborar pareceres sobre Plano de Intervenção em áreas que mudarão de uso para que o empreendedor apresente ás Prefeituras para obter Alvará de Construção. Hoje estes pareceres custam 70 UFESP (cerca de R$1400,00) mas nesta DD serão majorados de forma a cobrir de forma mais justa os custos da CETESB;
  16. Nas denominadas Áreas Críticas a CETESB assumirá o papel de coordenadora. O Geol. Elton destacou a necessidade de serem feitos e implantados bons Planos de Comunicação com a população local;
  17. Observações gerais: a Gerencia de Áreas Contaminadas conta com cerca de 30 pessoas, desta forma a única forma de atender a nova demanda será por melhorar a produtividade. Isto será feito por exigir entrega de relatórios na forma digital, formatados dentro dos padrões estabelecidos pela CETESB e a análise será mais no sentido de avaliar se o objetivo do relatório foi atendido, o que significa pareceres feitos mais rapidamente. A CETESB está estudando com o INMETRO a certificação de empresas de consultoria na área de gestão de áreas contaminadas.
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wisewaste

Facilitar o processo de recuperação dos materiais para a reciclagem

No último dia 24/11 o diretor da AMBCONSULT , Cyro Bernardes Junior compareceu a Reunião Mensal do COSEMA da qual é membro onde foi feita uma interessante apresentação da WiseWaste pelo seu diretor Guilherme Brammer. A Wisewaste tem uma atuação na área de reciclagem de resíduos, mas partindo de um ponto diferente.

O foco é em realizar pequenas alterações de processo de forma a  facilitar o processo de recuperação dos materiais após o uso, o que chama de economia circular. Por exemplo, trabalham em convenio com 160 cooperativas de forma a que a separação e armazenamento seja feito a facilitar o uso da sucata. Em outro trabalho junto com uma indústria de sucos foi desenvolvida uma tecnologia para reutilizar as embalagens pós uso.

Estas são formadas por três camadas de materiais diferentes que exigem um processo especifico para  gerar um produto reutilizável. A ideia é sempre trabalhar no processo de fabricação. Tem acordo  com a Universidade Mackenzie para desenvolvimento de tecnologias voltadas a melhorar processos, principalmente na área de tornar embalagens melhor reutilizáveis.

 

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Mudanças Climáticas – Ciclo natural/Urbanização

No dia 27/08 houve a reunião mensal do COSEMA FIESP a qual compareceu nosso diretor Cyro Bernardes Junior. O palestrante foi o Prof. Dr. Augusto José Pereira Filho do Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosférica da USP.

Falou sobre as mudanças climáticas que são parte do ciclo natural da Terra, mas que podem ocorrer devido a mudanças causadas pelo homem. Destacou que na Região Metropolitana de São Paulo houve nos últimos 50 anos um aumento de 2,1oC na temperatura média e de 395 mm na precipitação média. Isto ocorreu devido à enorme urbanização da região que levou à formação das denominadas ilhas de calor. A consequência foi, entre outras, um aumento das enchentes na região com todos os prejuízos à vida da população. Interessante observar que 2oC é o valor que se está discutindo como limite do aumento máximo da temperatura global que será a meta dos acordos do clima na ONU.
Mostrou também que o clima no hemisfério norte é muito diferente do hemisfério sul, pois neste há um predomínio de oceano, que serve como amortecedor das variáveis climáticas e que por isso o impacto das mudanças climáticas será maior no hemisfério norte.
Ainda comentou que 2914 não foi o ano mais seco desde 1933 na região metropolitana, mas sim 1941, a diferença é a enorme diferença de população que levou aos efeitos conhecidos, mostrando que a falta de planejamento foi um fator importante na crise hídrica na região. E que este ano ocorre o fenômeno conhecido como El Niño, onde há um aquecimento das águas do Oceano Pacífico e com base em simulações feitas por computador a previsão é de que haja neste ano precipitações acima da média na Região Sul/Sudeste, mas por outro lado seca na Região Amazônica com isto há uma grande chance de não haver necessidade de racionamento de água, mas haverá maior incidência de enchentes e escorregamentos.

guarapiranga-2015

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Biorremediação de Solo Contaminado

BIORREMEDIAÇÃO DE SOLO CONTAMINADO POR ÓLEO DIESEL E ÓLEO LUBRIFICANTE

A AMBCONSULT apresentou um trabalho de remediação de áreas contaminadas no VII Simpósio de Microbiologia Aplicada na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

A biorremediação é uma técnica ecologicamente aceitável para a remediação de solos contaminados, já que utiliza o estímulo da atividade microbiana natural para degradar substâncias toxicamente perigosas, transformando-as em substâncias menos ou não tóxicas.

Em uma área localizada no litoral sul do Estado de São Paulo, no município de Santos, foi realizada uma Investigação Ambiental Detalhada que detectou a presença de uma camada de 0,3cm de solo impregnado por óleo diesel e óleo lubrificante. A camada encontrava-se a uma profundidade entre 0,5 a 0,8m e apresentava 1846 mg/kg de TPH. Estimou-se que o área de solo contaminado era de 2m2, com um volume de 26m3. O objetivo da biorremediação foi retirar a camada de solo contaminado e utilizar-se da técnica de biopilha para descontaminação do solo e posterior retorno do mesmo para a cava.

Assim, o solo fbanner-faculdadeoi escavado até 1m de profundidade, onde não foram encontrados mais vestígios de contaminantes e, posteriormente, armazenado temporariamente em tambores metálicos até a sua disposição na biopilha. A biopilha foi construída in situ, com o solo distribuído em quatro fileiras de 1m de altura. O ar foi fornecido de duas maneiras, uma delas por insuflação de ar com um ventilador centrífugo (1,5 HP, 1130 rpm) e outra pelo revolvimento semanal das fileiras. Semanalmente eram adicionados 500L de água para corrigir a umidade.

Foram realizadas coletas para avaliação do solo residual na cava, bem como para acompanhar o desempenho da biopilha para os parâmetros PAHs (Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos) e TPHs (Hidrocarbonetos Totais de Petróleo). Quando o objetivo foi atingido, ou seja, quando a atividade microbiana natural conseguiu degradar os compostos abaixo dos valores orientadores da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para Postos de Gasolina, após 4 meses da operação da biopilha, o solo foi devolvido à cava original e o piso refeito.

FEIN, Danielle
MARTINS, Iris A.
BERNARDES JR., Cyro
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Reunião do COSEMA FIESP – 28/07/2015

Hoje nosso diretor Dr Cyro Bernardes Jr. compareceu á reunião mensal do COSEMA – Conselho Superior de Meio Ambiente da FIESP onde a Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira fez uma palestra. Abordou quatro grandes temas. O primeiro foi sobre os preparativos para a Conferência do Clima em Paris no final do ano, a sra Ministra se mostrou muito otimista sobre os resultados desta conferência, acha que se chegará a um acordo, sendo que está positivamente surpreendida com a posição dos EUA no sentido de um acordo. Dentre os pontos que serão discutidos teremos o item da diferenciação, onde países desenvolvidos e não desenvolvidos deverão apresentar metas de redução, mas que deverão ser compatíveis com o seu estágio de desenvolvimento. Comentou que nos últimos anos o Brasil foi o país que mais reduziu as emissões de gases de efeito estufa no mundo. A razão foi a redução significativa das queimadas. Em 2005, 57% de nossas emissões eram devido a queimadas e em 2012 somente 15%. Hoje os setores de energia e da agricultura são os principais emissores. Comentou um paradoxo, o Brasil não tem um compromisso internacional de redução de CO2 , mas temos uma lei que estabelece este compromisso de redução. Foi muito otimista sobre podermos atingir a meta legal para 2020 e que somos um dos poucos países no mundo que podemos ter uma matriz limpa de geração de energia. Um ponto muito interessante, a Ministra Izabella ressaltou que hoje a questão mudanças climáticas envolve o país como um todo e não só o ambiental. Ao se falar em mudanças climáticas está-se falando em como se desenvolver. Outros pontos que o acordo deverá abordar são: o financiamento, o arcabouço legal, qual o peso a ser dado peara a mitigação e para a adaptação, e finalmente sobre como se dará o suporte internacional em capacitação e transferência de tecnologias. Comentou que as indústrias dos países desenvolvidos já estão discutindo riscos e oportunidades desta agenda e que espera que a indústria brasileira também se engaje nesta agenda.

Em seguida abordou a questão do Código Florestal onde há uma meta de recuperar 12 milhões de Ha de áreas degradadas e que isso é uma área equivalente a da Inglaterra. O estágio atual de implantação e que é básico até para a política de mudanças climáticas é o CADASTRO AMBIENTAL RURAL. Segundo a Ministra há estados com bastante dificuldade e que o Ministérios vem disponibilizando ferramentas para facilitar e que está procurando dar suporte a estes estados mais problemáticos. Novamente ressaltou que sua diretriz é que quem produz protege, ou seja, tem que haver viabilidade econômica na conservação para que seja permanente e efetiva, senão fica-se em pequenos processos de recuperação sem atingir grande áreas, que é o que conta para o País.

Sobre o licenciamento ambiental colocou que ele é fundamentalmente estadual e que os Estados têm desmontado seus órgãos ambientais, além disso como o licenciamento ambiental é um dos únicos onde a população é chamada a participar, estes fóruns se tornam fóruns de discussão dobre o empreendimento, o que ultrapassa de muito o ambiental. Além disso há falta de ações de outros órgãos, como por exemplo demarcação de terras indígenas que complica muito o processo. Comentou também sobre a legislação de crimes ambientais que criminaliza o agente público, e que isto só acontece na área ambiental, levando o agente público a ser extremamente cauteloso, o que atrasa o processo. Enfim há muitos entraves ao processo.

Finalmente comentou que há uma tendência do Congresso de simplesmente adiar a obrigatoriedade de fechar lixões, mas sem nenhum compromisso em fornecer meios para que os municípios façam isto.

Foi uma palestra muito interessante e com várias informações importantes, e uma visão de que tem que se introduzir a variável econômica nesta gestão.

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Palestra da secretária de meio ambiente do estado de São Paulo

Em 28/04 o diretor da Ambconsult Dr. Cyro Bernardes Junior participou de reunião do Cosema, (conselho superior de meio ambiente da Fiesp) do qual é membro, na qual a secretária de estado do meio ambiente Dra. Patrícia Faga I. Lemos que apresentou os objetivos e programas de trabalho atuais da secretaria.  Um que chamou a atenção da Cas foi o de diminuição do tempo de licenciamento pela sua importância para a indústria de São Paulo.

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14th International Waste Management and Landfill Symposium

Forte Village Resort  –  Margherita di Pula – Cagliari, Italy

O Simpósio da Sardinia teve sua primeira realização em 1987 e rapidamente se tornou um fórum de referência na área de Manejo de Resíduos para a comunidade internacional, onde estado da arte, conceitos, estratégias e tecnologias estão presentes a as experiências são compartilhadas por cientistas, administradores e profissionais. O Simpósio favorece inovações na área, já que todas as ideias e abordagens aplicadas mundialmente nas duas últimas décadas foram minuciosamente debatidas e revisadas durante os numerosos workshops do Simpósio, alguns deles intencionalmente organizados em cooperação com o IWWG (International Waste Working Group).

A edição de 2013 do Simpósio espera reunir mais de 1000 participantes de diferentes países do mundo. Tradicionalmente, serão focados os avanços na área Ciência e Tecnologia de Manejo de Resíduos, apresentando estudos de caso e discutindo os principais temas controversos, compartilhando experiências entre os diferentes países, valorizando o equilíbrio social e econômico.

O Simpósio irá incluir apresentações orais, sessões especializadas e workshops específicos. Antes do início do evento serão oferecidos cursos de treinamento pela IWWG.

Os tópicos que serão abordados no evento podem ser consultados em http://www.sardiniasymposium.it/topics.aspx.

Acesse a página do evento (http://www.sardiniasymposium.it/) para mais informações.

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