PANORAMA DO SETOR DE GERENCIAMENTO DE ÁREAS CONTAMINADAS.

Promovido pelo IPT em parceria com a CETESB e AESAS. O seminário objetivou principalmente apresentar os resultados preliminares de uma pesquisa de mercado que vem sendo feita pelo IPT com colaboração da AESAS sobre o segmento de gerenciamento de áreas contaminadas. O relatório final será publicado até meados do ano que vem. Foram apresentados os dados preliminares sobre as empresas fornecedoras de serviços e sobre a atuação dos órgãos ambientais no país.

Os resultados sobre a capacidade e atuação dos órgãos ambientais mostrou um quadro bastante ruim no País como um todo. Somente os estados de São Paulo. Minas e Rio de Janeiro tem áreas especificas para cuidar da Gestão de Áreas Contaminadas, dispondo de cadastros de áreas contaminadas, pessoal locado especialmente na área e procedimentos. Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina tem alguma estrutura e técnicos trabalhando na área, mas para os demais estados não há muita coisa.

Quanto as empresas, apesar do número pequeno de respostas, o trabalho obteve dados interessantes.  A começar definiram que é o mercado. A tabela abaixo mostra quais tipos de empresas foram avaliadas para o Estado de São Paulo.

 

ATIVIDADE NUMERO DE EMPRESAS
FORNECEDORES DE EQUIPAMENTOS E INSUMOS PARA A ÁREA 17
LABORATÓRIOS 42
EMPRESAS QUE UTILIZAM TÉCNICAS DE ALTA RESOLUÇÃO 6
EMPRESAS DE SONDAGENS ESPECIALIZADAS 7
GEOFISICA 2
EMPRESAS ESPECIALIZADAS EM REMEDIAÇÃO 13
EMPRESAS DE SOFTWARES ESPECIFICOS 2
CONSULTORIA JURIDICA COM ESPECIALIDADE AMBIENTAL 33
EMPRESAS DE CONSULTORIA 102
EMPRESAS DE AMOSTRAGEM 1
TOTAL 230

 

Destas foram obtidas respostas de somente 24, cujos resultados estão na tabela abaixo.

 

FATURAMENTO EM 2014 340 MILHÕES DE REAIS (19/24)
NUMERO DE FUNCIONÁRIOS DESTAS EMPRESAS 1221 (6 A 300 FUNCIONÁRIOS)
FUNCIONÁRIOS/EMPRESA MEDIO 51
FATURAMENTO MÉDIO/EMPRESA ANO 18 MILHÕES DE REAIS
FATURAMENTO POR FUNCIONÁRIO 280 000/FUNCIONÁRIO
LUCRATIVIDADE 13% (16/24)
INVESTIMENTO EM P&D 4,5% FATURAMENTO MÉDIA DA 71% QUE INVESTEM EM P&D MÉDIA 350000/ANOS

 

A partir desta amostra o estimara um faturamento desta atividade de R$1,3 BILHOES/ANO.

No questionário se perguntava quais eram os maiores gargalos para o desenvolvimento dos negócios. Os três maiores relatados foram: deficiência na aplicação da lei, elevados custos das técnicas de investigação e dificuldade em aplicação das normas. Os fatores para dinamizar o mercado apontados seriam maior fiscalização por parte dos órgãos ambientais, obrigatoriedade do lançamento dos passivos ambientais nos balanços das empresas e maior atendimento aos requisitos impostos pelas ações judiciais.

Um ponto importante é que para as empresas o maior fator para a contratação é a confiança do cliente na consultora e em segundo lugar a qualidade. O preço não é o fator determinante.

O universo amostrado atual é muito pequeno e pouco representativo das pequenas empresas que constituem a maioria das 230 empresas. Por exemplo foi informado que o faturamento médio para as empresas pequenas era de R$100.000,00/funcionário, mostrando um quadro completamente diferente da média amostral. O IPT e AESAS estão fazendo um esforço para obter um número maior de empresas que forneçam asa informações. De qualquer forma é um trabalho pioneiro e muito importante para este mercado.