estudo ambiental

ciclovia no rio

Laudo do MP aponta rachadura e falha no projeto de ciclovia no Rio

De acordo com o laudo inicial de Ministério Público, o fator determinante para a queda da ciclovia foi uma falha de projeto. Foi determinante não se ter considerado o efeito das ondas, o laudo diz “o partido estrutural de mero apoio das lajes, sem qualquer tipo de ancoragem, nos pilares; neste mesmo sentido, destaca-se que o trecho afetado tem a linha de base totalmente exposta à ação das ondas”. Ou seja projeto só apoiava a laje da ciclovia e não previa qualquer ancoragem que a protegesse da força das ondas. Situação óbvia no local de construção.

Este é um exemplo claro que um projeto mal feito pode ter consequências muito graves. É muito comum as empresas comprarem projetos pelo menor preço, sem levar em conta a qualidade dos profissionais que o estão executando. Uma compra assim certamente foi feita para esta obra. Para mais detalhes ver em noticias.uol.com.br

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ambiental

Análise do Programa de Regularização Ambiental do Estado de São Paulo

CONVITE 

Da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, no âmbito do Programa BIOTA-FAPESP.

10 de março de 2016
Das 10h às 18h
FAPESP – Rua Pio XI, 1500 – Alto da Lapa – São Paulo

A reunião tem como objetivo promover o aprimoramento da política pública do Estado em relação ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) do Estado de São Paulo de forma participativa e transparente, na busca do consenso entre todos os envolvidos, com base científica.

Inscrições – www.fapesp.br/eventos/pra/inscricao


Programação preliminar:

10h Abertura
José Goldemberg, Presidente da FAPESP
Patrícia Iglecias, Secretária de Estado do Meio Ambiente
Arnaldo Jardim, Secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento
Carlos Henrique de Brito Cruz, Diretor Científico da FAPESP
11h00 Mesa Redonda 1 – A Regularização Ambiental no Estado de São Paulo: problemas e soluções
Moderador: Carlos A. Joly (Unicamp e BIOTA-FAPESP)
Fábio Feldmann, FF Consultores
Jean Paul Metzger, IB/USP
Gustavo Junqueira, Sociedade Rural Brasileira
12h30 Intervalo para almoço – Restaurantes na região da FAPESP
14h Mesa Redonda 2 – Produção agrícola x conservação biológica
Moderador: Luciano M. Verdade (Cena-USP e BIOTA-FAPESP)
União da Indústria da Cana – Unica
Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas – REFLORESTAR
The Nature Conservancy – TNC
16h Mesa Redonda 3 – Aspectos técnicos, econômicos e jurídicos da adequação ambiental de propriedades rurais (APP e RL)
Moderador: Ricardo R. Rodrigues (ESALQ-USP)
Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo – FAESP
Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente/Ministério Público de SP
Representante das ONGs

Evento Gratuito – Vagas limitadas

Informações: Tel.: (11) 3838-4216 / meletti@fapesp.br

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panorama-seminario

Seminário mercado ambiental brasileiro

PANORAMA DO SETOR DE GERENCIAMENTO DE ÁREAS CONTAMINADAS.

Promovido pelo IPT em parceria com a CETESB e AESAS. O seminário objetivou principalmente apresentar os resultados preliminares de uma pesquisa de mercado que vem sendo feita pelo IPT com colaboração da AESAS sobre o segmento de gerenciamento de áreas contaminadas. O relatório final será publicado até meados do ano que vem. Foram apresentados os dados preliminares sobre as empresas fornecedoras de serviços e sobre a atuação dos órgãos ambientais no país.

Os resultados sobre a capacidade e atuação dos órgãos ambientais mostrou um quadro bastante ruim no País como um todo. Somente os estados de São Paulo. Minas e Rio de Janeiro tem áreas especificas para cuidar da Gestão de Áreas Contaminadas, dispondo de cadastros de áreas contaminadas, pessoal locado especialmente na área e procedimentos. Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina tem alguma estrutura e técnicos trabalhando na área, mas para os demais estados não há muita coisa.

Quanto as empresas, apesar do número pequeno de respostas, o trabalho obteve dados interessantes.  A começar definiram que é o mercado. A tabela abaixo mostra quais tipos de empresas foram avaliadas para o Estado de São Paulo.

 

ATIVIDADE NUMERO DE EMPRESAS
FORNECEDORES DE EQUIPAMENTOS E INSUMOS PARA A ÁREA 17
LABORATÓRIOS 42
EMPRESAS QUE UTILIZAM TÉCNICAS DE ALTA RESOLUÇÃO 6
EMPRESAS DE SONDAGENS ESPECIALIZADAS 7
GEOFISICA 2
EMPRESAS ESPECIALIZADAS EM REMEDIAÇÃO 13
EMPRESAS DE SOFTWARES ESPECIFICOS 2
CONSULTORIA JURIDICA COM ESPECIALIDADE AMBIENTAL 33
EMPRESAS DE CONSULTORIA 102
EMPRESAS DE AMOSTRAGEM 1
TOTAL 230

 

Destas foram obtidas respostas de somente 24, cujos resultados estão na tabela abaixo.

 

FATURAMENTO EM 2014 340 MILHÕES DE REAIS (19/24)
NUMERO DE FUNCIONÁRIOS DESTAS EMPRESAS 1221 (6 A 300 FUNCIONÁRIOS)
FUNCIONÁRIOS/EMPRESA MEDIO 51
FATURAMENTO MÉDIO/EMPRESA ANO 18 MILHÕES DE REAIS
FATURAMENTO POR FUNCIONÁRIO 280 000/FUNCIONÁRIO
LUCRATIVIDADE 13% (16/24)
INVESTIMENTO EM P&D 4,5% FATURAMENTO MÉDIA DA 71% QUE INVESTEM EM P&D MÉDIA 350000/ANOS

 

A partir desta amostra o estimara um faturamento desta atividade de R$1,3 BILHOES/ANO.

No questionário se perguntava quais eram os maiores gargalos para o desenvolvimento dos negócios. Os três maiores relatados foram: deficiência na aplicação da lei, elevados custos das técnicas de investigação e dificuldade em aplicação das normas. Os fatores para dinamizar o mercado apontados seriam maior fiscalização por parte dos órgãos ambientais, obrigatoriedade do lançamento dos passivos ambientais nos balanços das empresas e maior atendimento aos requisitos impostos pelas ações judiciais.

Um ponto importante é que para as empresas o maior fator para a contratação é a confiança do cliente na consultora e em segundo lugar a qualidade. O preço não é o fator determinante.

O universo amostrado atual é muito pequeno e pouco representativo das pequenas empresas que constituem a maioria das 230 empresas. Por exemplo foi informado que o faturamento médio para as empresas pequenas era de R$100.000,00/funcionário, mostrando um quadro completamente diferente da média amostral. O IPT e AESAS estão fazendo um esforço para obter um número maior de empresas que forneçam asa informações. De qualquer forma é um trabalho pioneiro e muito importante para este mercado.

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